quinta-feira, novembro 13, 2008

COPENHAGEN, Dinamarca - Life inspiration

População: 510.000

COPENHAGEN MUSIC

Terra dos sonhos.
Muitas pessoas quando pensam em europa sonham em conhecer Paris e/ou Londres. Talvez Amsterdam ou Roma. Barcelona!? Madrid!?
Mas sabe aquela atração que as palavras não explicam?
A tal da química?
Pois é, ela.
Estônia, Rússia e leste europeu me despertam uma atração psico-química, mas tudo muito diferente dos meus sentimentos com relação à Copenhagen, Dinamarca.
Copenhagen nunca tinha visto nada a respeito, não tinha nenhuma referência. Nenhuma informação. Um completo desconhecimento de causa, uma interrogação. Mas ainda assim que carrega sentimentos positivos e fortes.
A imaginação carregada de sentimentos positivos, expectativas elevadas para o que seria o 10º destino da viagem. Alemanha, Estônia, Finlândia, Letônia, Itália, Grécia, Áustria, Eslováquia, Rep. Tcheca e finalmente o número de 2 mãos cheias.
É um destino muito mais conhecido pela rede de chocolateria do que pelos seus atrativos ou históricos.


Celebração da metade do verão com fogueira, tradição para espantar as bruxas, no parque Faelledparken (mid summer bonfire ou Sankt Hans):




A terra das bicicletas. Amsterdam? Não, para mim Copenhagen é disparado a capital das bicicletas. Por que?

"Copenhagen has been chosen by the UCI, the International Cycling Union, to be the first Bike City in the world. With 36 percent of all Copenhageners cycling to work, school, university etc., more than 300 kilometres of bicycle paths, and the popular "free token bikes", the title serves the city right."
Para mais informações

Uma vida em duas rodas. Assustador para quem o ciclismo não faz parte do cotidiano e ao mesmo tempo encantador pelas possibilidades, qualidade de vida, saúde, etc.











Obs.: o preço de uma bicicleta? Aproximadamente R$1.000!!!


Copenhagen também é a cidade dos lagos e canais.
O que algumas vezes transmite a sensação de uma pequena vila apesar de suas dimensões. Talvez um ar mais pacato e rural, mais calmo do que se esperar de uma capital cosmopolita.





Terra da beleza das coisas simples da vida flagradas a todo momento.
Seja uma volta na praça, no parque, uma caminhada para aproveitar uma tarde de sol, uma pedalada com uma pausa para alimentar os pássaros ou uma pausa para escutar a banda tocar.


Da beleza das construções e ambientes enfatizados pelos efeitos do verão, que como cá carrega intervalos de chuva e sol. A chuva carregando novas energias e o sol revelando a nova vida que brota a cada dia de verão.







Tão distante e ao mesmo tempo tão próximo do Brasil.
Em um dos inúmeros museus baseados na capital dinamarquesa, bem diante dos meus olhos os originais do primeiro retrato do Brasil. As pinturas do holandês Albert Eckhout a pedido de Maurício de Nassau retratando as novidades do mundo novo. Os índios, o coco, a mandioca. Os originais das primeiras imagens do Brasil transmitidas para o mundo, para o exterior.
Foi uma das mais fortes sensações que tive na viagem se não a mais estranha. Explico. Na escola havia escutado por 1 ou 2 vezes na aula de história acerca de Maurício de Nassau que com seu estilo de colonização holandes tanto que diferente do português havia trazido um pintor para não somente retratar as pessoas locais como as frutas, flores. Fauna e flora até então inéditas. Apesar das vaguíssimas idéias das lições colegiais ao me deparar ali fiquei incrédulo. De longe quando vi algo me dizia que remetia ao Brasil, mas logo em Copenhagen, não é o que se espera. Então ao me aproximar bem das pinturas e relembrar o seu valor histórico e significado fiquei atordoado.


Quem éramos, quem somos e quem seremos.....


Importante saber e lembrar que parte importante da nossa história quem banca e cuida são os dinamarqueses, os quais tão pouco conhecemos.


Abaixo as pinturas mais loucas e fascinantes que pude observar nesta viagem. Impressionante como uma única peça produzida por um humano pode despertar tantas palavras como: espetacular, milagre, absurdo, aberração, de outro planeta.
De longe um quadro como outro moderninho qualquer, com alguns borrões que nada significam ou fazem significado somente aos entendidos de arte.

De perto exatamente na barra metálica localizada no centro do quadro o reflexo traz vida e sentido para a pintura. Como pode no quadro borrões e distorções e em tubo no centro o reflexo com retratos exatos? Os mais céticos podem dizer que é a mais pura física, com suas luzes, reflexos, ângulos. Mas ainda assim como alguém conseguiu pintar isso? Pare para pensar um instante na genialidade daquele que idealizou uma pintura dessas e a executou sem recursos photoshop ou semelhante?

Sonhos, fantasias... um lugar que refletia o que eu sentia. Que carrega em sua caixa de valores e características muitas coisas que eu procurava.
Ali encontrei.
Copenhagen:
-> Dos casamentos que aconteciam, onde os casais estavam cada um em sua maneira e em seu tempo passando por um momento mais do que especial. A realização de um sonho!

-> Do clima descontraído da rua Nihavn, com restaurantes em antigas casas de mercadores, artistas de rua tocando música junto às embarcações que funcionam como uma mixtura de extensão da calçada e de sala de visita de uma casa. Um ambiente alegre e único, sem igual em nenhum outro lugar.



-> Do parque de diversões Tivoli localizado bem no centro da cidade, tão cheio de magia quanto a Disney. Imagine que o Playcenter ou o Hopi Hari estivessem na praça da Sé, ou ali ao lado! Um parque que transmite a sensação tão forte de coração da cidade, cheio de vida, energia, jovens que após as aulas vão para lá se divertirem, passarem um tempo, pessoas de todas as idades entrando e saindo. Entrando animados e saindo com um sorriso no rosto.
-> Da Pequena Sereia e do Patinho Feio imaginados pelo famoso escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, cujas históricas ficaram imortalizadas pelos livros infantis e pelos desenhos animados. Fácil entender porque esta terra inspirou tantos contos.


-> Do surreal design da edificação Black Diamond, que destoa na paisagem e nada mais é do que uma biblioteca aberta para qualquer pessoa. Futurística, moderna, pública, democrática.

-> Da exuberante beleza do King's Gardens, no "quintal" do castelo Rosenborg, um dos inúmeros parque-praça da cidade.
-> Do design presente em todos os cantos, no cotidiano de todos. Respirar um design diferente, transbordo de criatividade.





Há algo de podre no reino da Dinamarca!
Até mesmo na terra dos sonhos existem problemas sociais. Eles estão inclusive em ascensão para frustração dos locais. Ouvi relato de um homicídio de um turista italiano morto a facada. Se as coisas estão ficando decadente para os dinamarqueses é nada menos que um paraíso de segurança para qualquer brasileiro. Obviamente que as pessoas não deixam a porta de casa aberta e a chave na ignição, também não largam a bicicleta livremente sem uma corrente, mas ainda assim criminalidade é algo distante. Assalto, seqüestro, uso de arma, bala perdida, tudo que sequer passa no imaginário dessas pessoas tão civilizadas.
Abaixo flagrante de prisão no Royal Theatre.
Deteriorado distrito de Vesterbro, o "bairro da luz vermelha" com direito a miseráveis e lixo na rua. Nada de apavorante, mais ainda assim chocante.


Apesar de ter encontrado em Copenhagen o pior clima da viagem, custos elevados e situações estranhas, nada poderia estragar meu sonho idílico do 10º país. Eita devaneio!

domingo, novembro 09, 2008

PRAGA, República Tcheca - A beleza do Mistério

População: 1.224.000

Terra de Franz Kafka, o que dizer? Tudo muito complicado de explicar em simples palavras. Quero dizer, um punhado de palavras resumem muito bem a capital da República Tcheca como por exemplo "muito bonita", "linda", "Paris do leste europeu".
Mas simplificado demais fica sem graça demais.
Preferi ver Praga como a terra dos mistérios.

O mistério das cores das torres e estátuas. Uma coloração que carrega o tempo e reflete toda uma beleza e não desgaste ou depreciação. A beleza que somente o tempo confere.
Mistério de construções magníficas do período em que o Brasil estava sendo descoberto e nos faz parar para pensar aonde toda aquela grandesa que foi capaz de construir o que lá existe foi.





O mistério da comida, o goulash um tanto que aquém do que pode ser chamado de uma comida gostosa. Não chega a ser ruim, mas talvez essa seja a razão de Praga sediar tantas redes de fast food e principalmente lojas do Mc Donald's por todos os lados.



O mistério das obras humanas diferentes, não meramente arte. Da parede que parece uma página de um livro ou um papel colado, aos pequenos tijolos com mensagens deixados por aqueles que ali estiveram, passando pelo "prédio dançante" (Dancing House - Tancící dum).







O mistério da ponte Charle, com suas estátuas milagrosas, inúmeros artistas de rua e um inexplicável estado de paz e calma. Realmente uma ponte única.







O mistério dos transportes. Como é possível que uma cidade do porte de Praga tenha uma infra-estrutura de transporte coletivo tão boa? Tudo bem que para os países europeus transporte sempre foi muito importante e diferente do Brasil não se resume a ruas para carros. Contudo o que explica uma cidade de um país dito subdesenvolvido ter uma excelente rede de bonde (tram) e metrô? Equiparável aos sistemas alemão e austríaco e mais desenvolvido do que o de Roma. Um aeroporto gigante e moderno que em nada lembra o estereótipo de país do leste europeu, pobre e atrasado.




O mistério do castelo de Praga. Complexo extraordinário, sensacional. Difícil não ficar impressionado por tamanha grandeza, nível de detalhes, variedades.





O mistério da vida no parque. Como a vida deveria ser, como as coisas deveriam ser... no Brasil. Perdemos tanto tempo no trânsito, com besteiras. Vamos levando as coisas como se assim devessem ser. Estresse, atraso, falta de tempo... será que é assim mesmo que as coisas são?



O misterio....

O mistério da avenida Václavské nám. Uma enorme avenida, em uma ponta o centro velho e todo o seu percurso no centro novo. Quanta vida! Uma avenida, tantos carros, jardins, pessoas cantando, dormindo, estudando, conversando, namorando. Grupos e mais grupos escolares fazendo passeio e aula ao ar livre, desenvolvendo cidadania, censo coletivo e cultura. 






O mistério das pessoas e bichos. Os acontecimentos inesperados. Do mendigo ajoelhado pedindo esmola em seu silêncio e tristeza. Da cena inusitada e inocente de um grupo de crianças tomando um sorvete na beira de uma das mais movimentadas avenidas da capital do país.
Encontros improváveis.






O mistério da hipnotizante vista da cidade. Sem comentários!!! Dali de cima do castelo de Praga, apoiado ao parapeito as palavras fugiam... fugiam não, admiravam aquela vista ao invés de serem usadas. Uma cidade com todo esse poder, de fazer ao mesmo tempo um cético parar de duvidar e revelar ao andarilho perdido caminhos claros. Eis alguns mistérios, eis Praga, o mais belo dos mistérios.




MUSICA DE PRAGA